ARQUITETURA PREDITIVA QUANTITATIVA

Probabilidade
a serviço do mercado.

Um modelo de inteligência sistemática desenvolvido para transformar dados financeiros em sinais operacionais de decisão, combinando pesquisa quantitativa, algoritmos genéticos e estrutura heurístico-determinística para ranqueamento, filtragem e seleção quantitativa de ativos.

A metodologia articula métricas, indicadores de mercado, fatores de risco, comportamento histórico e mecanismos de otimização para identificar assimetrias probabilísticas na B3, convertendo informação dispersa em uma leitura objetiva, replicável e disciplinada do mercado.

★ Núcleo do sistema

Cinco fatores de estilo
que a academia validou por décadas.

O alpha persistente nas bolsas não vem de adivinhar o próximo pregão — vem de prêmios de fator documentados em milhares de papers desde Fama-French (1992) e Jegadeesh-Titman (1993). Ações com certas características tendem a superar o mercado de forma sistemática ao longo do tempo. A VORTEX não tenta prever preços; ela mede essas características e compõe a seleção sobre elas.

São cinco pilares complementares, todos deriváveis do histórico de preço e volume, sem depender de dados proprietários caros: captura de tendência de médio prazo, a anomalia do baixo risco, valor via reversão de horizonte estendido, qualidade via consistência de trajetória e defensividade contra movimentos do índice. Cada um vira uma nota normalizada cross-section, e os cinco compõem o score final segundo calibração proprietária.

Por que combinação simples, e não otimização sofisticada? Porque testamos a otimização — inclusive com algoritmos genéticos — e ela perdeu fora da amostra. Otimizar é decorar o passado; combinação robusta generaliza para o futuro (DeMiguel et al., 2009). A inferência final aplica seleção concentrada com banda de histerese e pesagem por volatilidade, com limite anti-concentração. O resultado no backtest walk-forward de 7,4 anos: +8,0pp de CAGR sobre o IBOV, com Sharpe 0,96 contra 0,53 do índice e drawdown 14 pontos menor.

FATORES Momentum · Low-Vol
Value · Quality · Low-Beta
NORMALIZAÇÃO normalização cross-section
entre os ativos
SCORE fusão multifatorial
composto proprietário
RISCO pesagem por volatilidade
limite anti-concentração
SAÍDA seleção concentrada
do pregão
★ As escolhas proprietárias

Fatores públicos.
Implementação calibrada.

Os prêmios de fator são literatura aberta — Fama-French 1992, Jegadeesh-Titman 1993, Frazzini-Pedersen (betting against beta), Asness (quality). O que separa um modelo que funciona no Brasil de um que devolve seleções frágeis está na calibração: como você mede cada fator, como combina os z-scores, como pesa as posições, qual estrutura de restrições aplica.

A B3 é um mercado de muitas faces: regimes de inflação alta, taxa real negativa, ciclos de commodity, intervenção política sobre estatais, eleições. Cada regime favorece pilares diferentes — e por isso a combinação calibrada dos cinco, em vez de apostar num só, é o que dá robustez ao longo dos ciclos. Onde fica o trabalho é na medição limpa de cada pilar e no controle de risco da seleção final.

Tudo o que está aberto está documentado na seção de disclosures. Tudo o que é proprietário envolve quanto de cada coisa — e fica embaixo do contrato.

  • Pesagem por volatilidade Cada ação selecionada recebe peso inversamente proporcional ao seu risco histórico, com teto anti-concentração. Risco controlado por construção, sem otimização frágil de covariância. A janela exata é ███ pregões.
  • Banda de histerese Ações entram na seleção ao atingir uma faixa superior do score, e só saem quando caem abaixo de uma faixa secundária. Reduz rotatividade em ██% e protege a tese de cada posição contra ruído de curto prazo.
  • Normalização cross-section Cada pilar é normalizado entre as ações do universo, tornando os sinais comparáveis e combináveis num score único, robusto e interpretável.
  • Filtro de relevância 1.5% Posições com peso abaixo do piso viram zero e o restante renormaliza. Anti-fragmentação operacional.
  • Concept-drift monitor Se a correlação rank do score com retorno futuro cair abaixo de −0.0█, o pipeline se auto-pausa.

Os cinco pilares da arquitetura.

Cada ação recebe uma nota proprietária derivada de cinco pilares complementares, todos calculados a partir do histórico de preço e volume. A combinação foi calibrada por pesquisa quantitativa extensiva — escolhemos robustez sobre sofisticação aparente, porque modelos simples generalizam melhor para o futuro.

PILAR 01 · TENDÊNCIA

Captura de tendência de médio prazo

Empresas que vinham performando bem tendem a continuar performando — um dos efeitos mais persistentes documentados no mercado de ações. Capturamos esse fator com proteção anti-ruído de curtíssimo prazo.

JEGADEESH & TITMAN · 1993
CARHART · 1997
PILAR 02 · RISCO

A anomalia da baixa volatilidade

Ações menos voláteis tendem a entregar retorno ajustado a risco superior — uma anomalia que contraria o CAPM e sobrevive há décadas. A medida exata é parte da calibração proprietária.

ANG, HODRICK, XING, ZHANG · 2006
BAKER, BRADLEY, WURGLER · 2011
PILAR 03 · VALOR

Reversão de longo prazo

Proxy de valor via reversão de horizonte estendido, capturando o prêmio histórico de "value" sem depender de múltiplos fundamentalistas externos sujeitos a revisão.

DE BONDT & THALER · 1985
FAMA & FRENCH · 1992
PILAR 04 · QUALIDADE

Consistência operacional

Proxy de qualidade pela suavidade da trajetória de preços: empresas que oscilam menos sinalizam operação mais estável. Quem cai menos nas crises sinaliza solidez fundamental.

NOVY-MARX · 2013
ASNESS, FRAZZINI, PEDERSEN · 2019
PILAR 05 · DEFENSIVIDADE

Betting against beta

Ações menos sensíveis aos movimentos do índice tendem a entregar retorno ajustado a risco superior — efeito ligado a restrições de alavancagem dos investidores institucionais. Junto com o Pilar de Risco, é o que dá à seleção seu perfil defensivo — e explica a queda 14 pontos menor que o IBOV nas crises.

FRAZZINI & PEDERSEN · 2014  ·  BLACK, JENSEN, SCHOLES · 1972

O que acontece, todo dia, antes de você abrir o app.

02:00 BRT · MADRUGADA
Coleta de dados
OHLCV das 50 ações via yfinance, fundamentals via BrAPI, CDI via BCB-SGS. Três fontes em cascata com retry exponencial e fallback para cache local parquet. Se algo falha, o sistema sabe disso antes de você acordar.
06:00 BRT · ENGENHARIA
Normalização cross-section
Cada um dos cinco fatores de estilo é convertido em z-score cross-section entre as 40 ações do universo — tornando-os comparáveis e combináveis num score único, robusto e interpretável.
07:30 BRT · PILARES QUANTITATIVOS
Cálculo dos cinco pilares
Sobre uma janela histórica calibrada, são computados os cinco pilares quantitativos por ação — tendência, baixo risco, valor, qualidade e defensividade — segundo medições proprietárias derivadas de literatura acadêmica consagrada. Todos a partir de preço e volume públicos.
08:30 BRT · SCORE E SELEÇÃO
Composição com histerese
As notas dos cinco pilares são combinadas em score composto segundo calibração proprietária. Ações entram na seleção ao atingir uma faixa superior do ranking, e só saem quando caem abaixo de uma faixa secundária — banda de histerese que reduz rotatividade e protege a tese de cada posição. Pesagem por volatilidade, com limite anti-concentração. Long-only.
09:00 BRT · ENTREGA
Radar publicado
Posições renormalizadas, long-only. Dashboard atualizado. Peso por ação e o detalhamento dos cinco fatores — para cada ação. Uma hora antes do mercado abrir. Todo dia útil.

Sem opinião, nem palpite, aqui nós calculamos probabilidades.
Não é aconselhamento! É a mais pura inferência estatística.